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Texto 2: Diferentes motivações e angariando todas as forças que temos

Precisamos estar com alguma motivação para trabalhar em nós mesmos. E essa motivação tem diferentes níveis.

Ir à academia exige não só autodisciplina, mas também atenção plena, o que significa lembrar de ir e não esquecer. Subjacente a tudo isso está o que chamamos de “atitude atenciosa” – nós nos preocupamos conosco, nos preocupamos com nossa aparência, como nos sentimos, etc. Nós nos levamos a sério e respeitamos, de certa forma, quase o “direito” que temos de ser feliz e se sentir bem. A mesma coisa se aplica aqui em termos de entender a nós mesmos, de compreensão de como funciona nossa vida emocional. Isso também depende de nos preocuparmos com nós mesmos e de sentirmos que, sim, nós também temos direito a uma melhor saúde emocional.

Essa atitude de cuidado com nós mesmos é muito diferente de uma atitude de auto apreciação. Com a auto apreciação nós pensamos apenas em nós mesmos e ignoramos o bem-estar dos outros. Nós não nos importamos com o modo como nossas atitudes e comportamento afetam as pessoas com quem interagimos ou apenas encontramos.

Com uma atitude solidária, por outro lado, nós percebemos que nossa infelicidade e problemas na vida vêm do nosso egocentrismo e atitude egoísta e, como nós queremos ser felizes, nos preocupamos com nós mesmos a ponto de querermos fazer algo sobre esta situação. Nós trabalharemos em nós mesmos para mudar nossas atitudes e comportamento, e teremos cuidado no futuro para tentar colocar em prática o que estamos treinando para alcançar.

Agora, é claro que existem muitos níveis de motivação para trabalharmos em nós mesmos dessa maneira. Quando nós analisamos o que entendemos por motivação, nós estamos falando sobre qual é o nosso objetivo ao trabalharmos em nós mesmos e qual é a força emocional que nos impulsiona em direção a esse objetivo.

Os ensinamentos Budistas descrevem vários níveis progressivos de motivação à medida que avançamos no caminho. Nós podemos estar trabalhando simplesmente para tentar melhorar a qualidade da nossa vida, porque agora ela não é satisfatória, e não só queremos que ela pare de continuar insatisfatória, como seria muito bom se não piorasse. Na verdade, seria ótimo se melhorasse! Às vezes nós chegamos a um ponto em que estamos fartos e queremos fazer algo a respeito.

Além disso, nós também podemos pensar em não querer ter os vários problemas que temos na nossa família ou se a nossa forma de lidar com as coisas se estenderá às gerações futuras.

Em uma versão mais avançada, podemos realmente ser movidos pela compaixão. Nós poderíamos pensar em ajudar todos a superar todos esses níveis de problemas. Se fizermos isso, estaremos trabalhando para nos tornarmos um Buda – um Ser Iluminado que compartilha a luz com os outros.

Ser realmente uma pessoa com 100% desses níveis mais avançados de motivação vai exigir muito treinamento. No entanto, seja qual for o nível em que nos encontremos, nós encontramos muitos métodos nos ensinamentos de Buda que podem ser úteis.

De certa forma, estas motivações estão muito relacionadas entre si, pois quando mudamos, nós não pretendemos superar os nossos problemas simplesmente porque eles nos causam dificuldades e são muito dolorosos para nós, mas podemos pensar que também estamos mudando porque esta mudança nos ajuda a ajudar melhor os outros.

Por exemplo, suponha que sejamos alcoólatras. De um ponto de vista, poderíamos estar motivados a tentar superar a nossa dependência do álcool porque ele é muito prejudicial para nós, para a nossa saúde, e para todos ao nosso redor em geral. Ele nos faz sentir mal quando temos uma ressaca pela manhã.

Mas também poderíamos ficar ainda mais motivados se pensarmos na nossa família. Poderíamos pensar como o meu hábito de beber está me impedindo de ser um bom pai, por exemplo; como muitas vezes estou agindo de forma maluca porque estou bêbado, e isso está prejudicando muito minha família, meus amigos etc. Quando percebemos que nossa família precisa de nós, e o problema que temos de alcoolismo está realmente nos impedindo de atender aquela necessidade real que eles possuem, então isso nos dá mais força para tentar superar essa dependência.

Portanto, mesmo que pratiquemos estes métodos Budistas no contexto de tentar melhorar esta vida, a motivação do amor e da compaixão pelos outros é muito importante. Por fim, a sensação de ser útil para outra pessoa nos afeta de uma maneira agradável, e essa força pode ser usada para nos impulsionar a fazer mais e a ser a melhor versão de nós mesmos.

 

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