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Texto 2: Incrementando você mesmo

O Buda é considerado um tanto especial para nós porque foi a primeira pessoa que nos deixou muitos ensinamentos guardados e preservados (muitos milhares de páginas) sobre como mudar nossa mentalidade de forma duradoura em direção à iluminação, há cerca de 2.500 anos.

Nosso corpo, pensamentos, sentimentos, e tendências de comunicação estão em constante mudança. O estado de libertação ocorre quando não apenas compreendemos isso intelectualmente, mas também nos familiarizamos de maneira profunda e duradoura com a natureza real de nossa própria mente. Então, com essa nova visão profunda internalizada, ficamos com menos apego a nós mesmos e paramos de levar as coisas para o lado pessoal.

Eventualmente ganhamos um enorme espaço mental, tranquilo e feliz, sem a necessidade de reagir aflitivamente às negatividades externas. A libertação também envolve a eliminação da parte mais grosseira das tendências de apego e ódio dentro do praticante. 

Através da prática, todas as qualidades positivas – especialmente alegria, destemor e compaixão – tornam-se aperfeiçoadas. Nossa consciência se torna abrangente e não limitada de forma alguma. Com menos confusão ou perturbação em nossas mentes, espontaneamente beneficiamos mais os outros ao nosso redor. Com menos agitação mental ou torpor somos mais efetivos no que decidimos fazer.

 

            Valores duradouros em um mundo impermanente

 

Se realmente prestarmos atenção, podemos ver que tudo no mundo exterior está mudando. Rapidamente como a chama de uma vela ou lentamente como uma montanha, até mesmo a coisa mais “sólida” muda. Eles não têm nem uma essência singular verdadeiramente permanente nem um “ente” realmente independente.

 

Nosso mundo interior de pensamentos e sentimentos também está no mesmo estado de mudança constante. Quanto mais percebemos como tudo é impermanente e depende de inúmeras condições, mais saudável será a perspectiva que podemos manter nas nossas vidas, nos nossos relacionamentos, no modo de lidar com nossas posses – focando no que realmente importa.

 

Se tudo vem e vai, tem alguma coisa que fica? De acordo com o Budismo, a única coisa que está sempre presente é a consciência pura na qual todas essas experiências e fenômenos aparecem.

 

Tentar reconhecer essa consciência atemporal aqui e agora também significa tornar-se uma pessoa mais consciente e, eventualmente, desenvolver todas as qualidades possíveis para um ser humano. Este é o objetivo do budismo e iremos expandir essa ideia ao longo do curso.

 

            Escolhendo conscientemente nossas qualidades

 

O Budismo nos inspira a assumir a responsabilidade por nossas próprias vidas, sem moralizar as consequências finais, compreendendo bem as causas e efeitos das ações. Assim como a gravidade, é dito que essa lei funciona em todos os lugares e o tempo todo. Talvez de modo mais coloquial possamos dizer que causa e efeito é como o ditado popular: “o que vai também volta”.

 

O Buda explicou detalhadamente como moldamos nosso futuro por meio de nossos pensamentos, palavras e ações. O que fazemos agora, com diferentes intenções positivas ou negativas, acumula boas ou más impressões em nossa mente. Saber disso nos ajuda  dando-nos uma atitude de grande liberdade que sempre pode nos colocar de volta ao controle de nossas vidas.

Karma não é destino. Podemos optar por não fazer ações prejudiciais e, assim, evitar criar as causas de sofrimento futuro. Para semear as sementes de bons resultados, consideramos que ações são mais hábeis e como podemos nos envolver nesse tipo de ação do melhor modo possível.

 

Através dos variados tipos de meditação budista também podemos remover as impressões negativas já acumuladas em nossa mente. Uma vez que vemos quanto sofrimento vem de simplesmente não compreender causa e efeito, naturalmente consideramos mais sabiamente nossas ações e interações com os outros.

 

                                     Compaixão e sabedoria

 

Compaixão e sabedoria andam juntas nos ensinamentos budistas. Praticando reflexões e meditações regularmente, ganhamos mais espaço em nossa mente e nos distanciamos de pensamentos e sentimentos obscurecedores. Isso nos permite ver que todos têm os mesmos problemas básicos que nós, e assim elevamos nosso desejo compassivo de contribuir com o bem estar dos seres.

 

Quando agimos com compaixão, focando nos outros seres além de nós mesmos. As emoções perturbadoras que todos nós temos, como raiva, orgulho, apego e ciúme, naturalmente enfraquecem. Quando livramos nossa mente de preocupações mesquinhas a sabedoria tem muito mais chance de aparecer espontaneamente.

 

Assim, “sabedoria” – ou alta compreensão das coisas – e compaixão verdadeira crescem dentro de nós, se apoiando mutuamente na caminhada de desenvolvimento interior.

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