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Texto 1: Coleções de características que dizemos "ser": os cinco agregados

Os Cinco Agregados, ou, para muita gente “o que somos”, é a nossa base para vivenciar insatisfações. Afinal de contas as insatisfações aparecem em nosso corpo ou mente, que muitas vezes é o que nos identificamos. Logo, precisamos falar um pouco sobre como na verdade somos constituídos de uma coleção de coisas.

Ontem nós falamos sobre a Primeira Nobre Verdade – o ensinamento claro que diz que nós vivenciamos estados insatisfatórios na vida, mas este ensinamento chave pode ser examinado a um nível mais profundo. Nós reconhecemos experiências insatisfatórias que nos chegam, mas muitas vezes as pessoas se identificam demais com este “nós”, ou com estas experiências que tiveram, ou com a sua própria noção de “eu” – uma “essência unificada e fixa que possui estas experiências”.

É ensinado que se nós diminuirmos esse sentido de um “eu” fixo, independente e substancial e olharmos para possíveis partes constituintes desse “eu”, podemos nos distanciar mentalmente de nossas experiências, ter menos identificação com elas e possivelmente experimentar menos dor e menos regurgitação mental no processo.

Vamos primeiro tentar dividir o que as pessoas reconhecem como “eu” em partes, seguindo os ensinamentos Budistas. Esta divisão consiste em cinco coleções de coisas, ou, como é formalmente chamado, “os cinco agregados”. Embora as traduções e interpretações deste sistema de cinco agregados tenham diferido, o que todos eles compartilham é uma divisão da experiência humana em cinco partes, onde cada parte também é constituída de partes menores.

Em conjunto, estas cinco partes explicam o que geralmente pensamos ser o nosso “eu”.

 As cinco coleções de coisas, ou, em outras palavras, “Os Cinco Agregados” são:

  1. Forma — nosso corpo físico. É claro que ele é composto de muitas partes, como órgãos, membros e assim por diante.
  1. Sensações — não “sensações” ou “sentimentos” como são entendidos no uso comum, mas concordar que nos sentimos conectados a cada experiência: gostar, não gostar ou indiferença. Gostar ou não gostar fortemente de algo muitas vezes produz reações imediatas que vão desde ficar de pé (ao ouvir um som alto e terrível, por exemplo) até um relaxamento sutil no corpo (ao ouvir uma música que gostamos).
  1. Percepção — novamente, este agregado não é a “percepção” tal como transmitida pela linguagem comum, mas o reconhecimento ou interpretação de objetos dos sentidos. Isso inclui os cinco sentidos (audição, visão, tato, paladar, olfato) e o “sentido” mental de compreensão das coisas. Um ponto que vale a pena notar aqui é que mesmo o que nós consideramos “realidade física objetiva” já é mediado pelos nossos sentidos.
  1. Formativos mentais — atitudes mentais volitivas, como as nossas intenções e tudo o que está diretamente relacionado com elas (capacidade de concentração, sonolência, atenção plena, …). Às vezes, dizem que essas intenções são a principal coisa que podemos mudar para criar melhores condições para nós mesmos no futuro. Parte de nossas intenções também são afetadas por respostas mais emocionais como raiva, medo ou inveja e nós estudaremos isso mais profundamente em alguns dias.
  1. Consciência normal momentânea — tudo o que estamos vivenciando individualmente em um determinado momento juntos, incluindo pensamentos, que este sistema vê como objetos dos sentidos percebidos através do “portão dos sentidos” da mente.

Na verdade, cada pessoa vivencia o mundo através dos cinco agregados. Juntos, eles compõem uma experiência completa. Juntos, eles criam um senso de “eu” ou individualismo. Esta é a combinação dos agregados que eventualmente conhecemos e identificamos como nossos próprios “eus” individuais.

 

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