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Texto 1: O tipo mais duro dentre os três tipos de insatisfações: o sofrimento

No dia de estudo anterior falamos um pouco sobre o primeiro ensinamento falado pelo Buda, e hoje vamos olhar mais a fundo a Primeira Nobre Verdade, a verdade das insatisfações.

A Primeira Nobre Verdade, falando de um modo simples, é o reconhecimento de que há insatisfações, ou seja, é ver que as insatisfações existem.

Temos que entender que, independente das condições em que estivermos, estamos tendo pelo menos algumas insatisfações nos rodeando, e temos que reconhecer as insatisfações, e, adicionalmente, temos que ver que essas insatisfações fazem parte da natureza fundamental da vida. Nós não queremos ter insatisfações, e para nos livrar delas todas primeiro temos que compreender melhor a sua natureza.

Todas essas insatisfações podem ser classificadas de modo completo em três tipos gerais. Falaremos um pouquinho sobre cada um desses três tipos de insatisfações:

   1) As insatisfações do sofrimento;

   2) As insatisfações da mudança;

   3) As insatisfações pervasivas.

1) As insatisfações do sofrimento

No momento em que nascemos, já temos a base das insatisfações. Nosso próprio corpo é, em si, a base para insatisfações, e uma vez que nós tenhamos uma forma física nós automaticamente temos insatisfações.

Graças a nosso corpo nós experienciamos insatisfações de doenças e todos os tipos de problemas físicos, como problemas de visão, dores de cabeça, e todos os tipos de desequilíbrios no metabolismo que nos deixam doentes. Tudo isso é considerado insatisfação do sofrimento, pois nosso corpo, que é a base da insatisfação, experimenta essas manifestações de sofrimento. As insatisfações do sofrimento são sofrimentos óbvios ou grosseiros experienciados

Realmente não há nada mundano que possa nos tirar das dores de um modo totalmente completo e estável. Enquanto tivermos corpos de seres sencientes estaremos necessariamente sujeitos aos sofrimentos do nascimento, doença, velhice, e morte, assim como muitas outras formas de sofrimentos numerosos demais para listar.

Mesmo se tivermos o que é considerado uma “vida confortável” nós experimentamos todo tipo de insatisfações ao longo de uma vida. Até no momento em que nascemos temos uma boa dose de dor e desconforto, tanto para o bebê que nasce quanto para a mãe no parto.

Depois disso, desse momento em diante, estamos vivos no mundo e passamos por diferentes formas de insatisfações associadas a ficarmos mais velhos. Num certo ponto todos ficam doentes e eventualmente nós todos experimentamos a grande mudança que é a morte. Nossas faculdades físicas e mentais declinam e a maioria das pessoas sente grande medo na hora da morte. Nosso corpo fatalmente deteriora e ao longo de um tempo experimentamos a dissolução completa dos elementos do corpo.

Como humanos estamos cientes desses sofrimentos que experimentaremos, mas nós raramente paramos para considerar que não são apenas seres humanos que os têm, mas também todos os seres sencientes de todos os reinos. Quando examinamos vemos que animais têm sofrimentos até piores que os nossos. Animais selvagens vivem em constante medo de serem comidos – tanto por outros animais quanto por seres humanos. Eles estão desprotegidos das variações do clima, e suas fontes de comida e água são incertas. Já muitos dos animais domesticados são sujeitos a servidão e usados por seres humanos como comida ou para carregar cargas pesadas.

De fato, existem incontáveis modos pelos quais os seres do reino animal sofrem, e apesar do sofrimento extremo que alguns seres têm ser quase inconcebível, nós podemos ter alguma ideia de como é quando nos colocamos em seu lugar.

Para citar alguns exemplos, há o sofrimento por extremo calor e frio em animais congelados até a morte ou queimados vivos num incêndio florestal, ou ainda caranguejos e lagostas jogados num pote de água fervente. Muitos animais comem suas presas vivas, e seres humanos algumas vezes tiram a pele de animais enquanto eles ainda estão vivos. Por fim, em ocasiões de extrema fome ou seca, onde tanto animais quanto pessoas não conseguem ter o suficiente para se alimentar, há esse sofrimento de ficarem famintos por um longo período de tempo.

 

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