Notice: Undefined index: options in /home/garchen/public_html/wp-content/plugins/elementor-pro/modules/theme-builder/widgets/site-logo.php on line 123
texto1 - imensuraveis 4 - institutogarchen

Texto 1: O regozijo e suas vantagens

O Terceiro dos Quatro Imensuráveis

Alegrar-se – ou, em outras palavras, o “regozijo apreciador” ou “regozijo” – tem a ver com sentir felicidade pelos outros quando as coisas estão indo bem para eles. Com muita frequência, a boa sorte dos outros desencadeia uma resposta de rivalidade, crítica ou talvez alguma tensão. Com o regozijo, nós nos alegramos quando coisas boas acontecem com os outros, especialmente quando eles estão plantando as sementes da felicidade futura.

Na vida cotidiana, vemos oportunidades em que a inveja pode surgir o tempo todo, como quando sentimos inveja do sucesso de alguém. Podemos ficar um pouco irritados com a pessoa que é inteligente demais e entende tudo, enquanto nós não entendemos nada, com outra pessoa que disse algo fora de hora, com alguém que faz as coisas dessa maneira quando todos sabem que deveriam ser feitas de outra maneira, e assim por diante. Toda a maldade que desenvolvemos cria um número correspondente de obstáculos em nossa vida, como estresse e tensão.

A visão do regozijo simpatizante é uma contrabalança para essas coisas e, na verdade, é muito direta e fácil de entender: nos alegramos com o bem-estar e as conquistas positivas dos outros e celebramos o cultivo da virtude. Esta prática é incrível. Ela oferece um equilíbrio para a orientação de objetivo da bondade amorosa e da compaixão, já que o regozijo simpatizante não tem nada a ver com alcançar algo.

Existem dois tipos de regozijos: (1) alegrar-se pelas boas ações dos outros e (2) alegrar-se pelas nossas próprias boas ações.

Os ensinamentos dizem que é importante se alegrar por todos os tipos de boas ações. Alegrar-se pelas boas ações dos outros também os beneficia, inspirando-os a fazer mais. Eles se sentirão mais felizes, animados e apoiados. Essa é a nossa prática. Fazer os outros felizes é o nosso trabalho, pois também beneficia nossa própria mente. Isso idealmente é feito tanto a curto quanto a longo prazo. Esse é um objetivo saudável a se ter em mente.

Por outro lado, há o regozijo pelas nossas próprias boas ações. Alegrar-se pela nossa própria virtude nos ajuda a ver o que estamos fazendo bem e a apreciar isso, a não ser tão críticos, a aprender a ficar felizes com as boas práticas que fazemos e a nos sentirmos bem com isso. Isso é muito importante. Ter uma mente feliz, ser capaz de se alegrar com nossas próprias virtudes. Muito importante para inspirar nossas próprias práticas também.

Uma forma de felicidade a ser usada e desenvolvida

À medida que progredimos na arte de refletir e olhar mais profundamente para nossa mente, fala e ações, também aprendemos que não precisamos julgar nem ser dominados pelos pensamentos e sentimentos que surgem durante nossa vida cotidiana. Temos escolhas sobre o que fazemos com nossas reações.

Quando usamos essa compreensão para nos alegrarmos com a felicidade e a boa fortuna de todos, incluindo amigos, inimigos e aqueles que normalmente ignoraríamos, descobrimos que não há limite para o regozijo que podemos experimentar: isso é regozijo imensurável.

Quando podemos olhar para outras pessoas e perceber que todos temos talentos diferentes, todos temos habilidades diferentes. Outras pessoas podem fazer coisas que não podemos fazer. Não é maravilhoso? Outras pessoas são melhores do que nós em muitas coisas. Ainda bem! Não é bom que outras pessoas sejam melhores do que nós? Afinal, se eu fosse a melhor em tudo (caramba!) teríamos grandes problemas. É realmente bom que existam pessoas que são melhores. Isso significa que posso aprender com elas. Significa que a sociedade pode progredir. Faz sentido ficar contente com isso.

Também perceba que para ter autoconfiança, não precisamos competir com outras pessoas e sair vitoriosos. Essa não é uma boa base para a autoconfiança. Por quê? Porque as coisas com as quais competimos com outras pessoas estão todas sujeitas a mudanças. E se você desenvolver autoconfiança com base em uma qualidade ou oportunidade impermanente, então sua autoconfiança não será estável. Tipo, “Eu tenho confiança porque consegui fazer isso e eles não.” “Eu tenho confiança porque sou mais atraente… sou mais inteligente… faço isso… faço aquilo…”

Se tivermos essa atitude, o que acontece quando envelhecemos e nossa mente não está tão clara, e quando nossa saúde não está tão boa, e quando não parecemos tão atraentes e quando não podemos fazer as coisas atléticas que costumávamos fazer, então nossa autoconfiança desaba.

Se tivermos uma base estável para a autoconfiança, entendendo nossa natureza interna boa e nosso potencial, isso não vai mudar. E então não vamos nos envolver em competir com outras pessoas e comparar, e sentir inveja e arrogância, todo esse turbilhão mental, porque acreditaremos em nós mesmos e nos sentiremos bem em relação a nós mesmos.

 

Scroll to Top